segunda-feira, 11 de junho de 2012

Rio São Francisco


      Alguns pontos são positivos e outros negativos. Entre os pontos benéficos destacam-se a melhoria da qualidade da água; a diminuição do êxodo rural; a redução da exposição a doenças e o aumento da oferta; da garantia hídrica; e dinamização da economia regional. Como pontos negativos, chamam a atenção os seguintes: riscos de acidentes com a população; redução da energia elétrica no rio São Francisco; início ou aceleração de processos de desertificação; especulação imobiliária; e perda de terras cultiváveis.

Fonte(s):


Jornal Tribuna do Norte (RN)
20/01/2005



                                                                                                      
Como pontos favoráveis também podemos dizer:Que essa mudança será destinada a população urbana  do Sertão e do Agreste.Iria também aumentar a disponibilidade de água pra vários usos,e foi pensado para ajudar aqueles lugares q sofrem com a seca abundante.Agora os pontos desfavoráveis são:Se perguntam a quem vai servir a transposição das águas?! Existe também algo que não foi comentado como na época que o rio São Francisco se torna menos volumoso é mesmo na época que se precisará de mais água.
                                                                                         


Início do Nordeste até os tempos de hoje

                                                                 


Século XVI: O Nordeste é habitado desde a pré-história pelos povos indígenas, que no início da colonização realizavam trocas comerciais com europeus, na forma de extração do pau-brasil em troca de outros itens. Mas ao longo do período de colonização eles foram incorporados ao domínio europeu ou eliminados, devido às constantes disputas contra os senhores de engenhos.Foi no litoral nordestino que se deu início a primeira atividade econômica do país, a extração do pau-brasil. Países como a França, que não concordavam com o Tratado de Tordesilhas, realizavam constantes ataques ao litoral com o objetivo de contrabandear madeira para a Europa.A região se torna a principal economia do país graças a sacarose exportada (ou seja, domina os setores primário, secundário e terciário da economia brasileira original). Nessa época anglo-franceses e nativos tentam se opor ao expansionismo das potências ibéricas (as regiões acima de Olinda por exemplo foram controladas por ingleses e franceses durante vastas décadas dos séculos XVI e XVII). Principais exportadores de sacarose e maiores economias (tanto do Nordeste quanto do Brasil): Paraíba, Itamaracá (que ainda aparece em muitos mapas europeus do século XVII, contradizendo assim a historiografia tradicional), Pernambuco (leste da capitania, se destacando Olinda e a mata norte - e só posteriormente a comarca alagoana) e Bahia (principalmente o recôncavo). A pecuária pioneira é introduzida na zona da mata e o comércio de madeira de brazza (palavra de origem celtíbera, que daria origem ao termo Brasil - indica algo como vermelho incandescente, vivo) se concentra principalmente nas áreas onde o poderio Ibérico era mais frágil (anglo-franceses e nativos fundam feitorias e fortins de madeira entre a baía de São Domingos e a baía da Traição, mas também na costa sudeste do RN - tudo isso ao norte de Itamaracá).


Século XVII: A região passa a dominar também a pecuária brasileira. Após a conquista dos espanhóis (no trono português) contra anglo-franceses e nativos, os holandeses atacam e fundam a Nova Holanda (as duas principais cidades neerlandesas no Nordeste Sulamericano passam a ser Frederickstaadt e Mauristaadt). Nessa altura havia dezenas de indústrias exportadoras de sacarose (denominadas nessa época de engenhos de transformação) entre ambas (a maior concentração geo-econômica do período).A pecuária chegou ao Brasil no século XVI, na época das capitanias hereditárias, por Tomé de Sousa, encontrando condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Esta veio com o propósito de transportar cargas e pessoas, e de movimentar os engenhos com os chamados trapiches (força motriz).No século XVII, com o maior desenvolvimento da cidade de Salvador, o gado foi, naturalmente, levado a regiões mas afastadas: da Praia do Forte até a região de Feira de Santana (referências atuais).Além disso, a pecuária estava vinculada à economia de subsistência, fornecia couros e carnes para o consumo interno das grandes propriedades. Esse foi um grande passo para o começo da primeira grande comercialização interna da colônia.


Século XVIII: Forró, assim como o samba, possuem as mesmas raízes, ou seja, ambos se originaram da mistura de influências africanas e europeias. "Na música nordestina, um toque indígena, uma pitada européia, um tempero africano; é só degustar..." já citava um dos especialistas no assunto.A origem do forró é controversa. É certo que o ritmo nasceu no Nordeste e foi apresentado ao Sul do país por Luiz Gonzaga nos anos 40. Mas quando, onde e como ele apareceu lá no sertão ainda é, de certo modo, um mistério que vem dividindo muitos estudiosos e músicos. Há a versão mais popular de sua origem, até transformada em canção por Geraldo Azevedo em 82, (e relançada agora em sua coletânea Frutos e Raízes), For All Para Todos: a de que o nome viria dos dizeres "For All" (em inglês "para todos"). A frase vinha escrita nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses em Pernambuco, no início do século, quando eles vieram para cá construir ferrovias. Se a placa estivesse lá era sinal de que todos podiam entrar na festa, regada a ritmos dançantes que prenunciavam o forró de hoje, essa era a versão defendida por Luiz Gonzaga.O interesse econômico pela Amazônia despertou-se no século XVIII mediante a procura das chamadas "Drogas do Sertão", plantas medicinais, óleos, resinas, cacau, peles, peixes e carnes secas. Embora, naquele período, tivessem sido estabelecidas, às margens dos grandes rios, fazendas para pecuária e agricultura, - cacau, café, algodão, - estas significavam muito pouco, quando comparadas com as atividades extrativas. A participação dos índios e caboclos muito contribuiu para o crescimento do extrativismo, mas os índios, na maioria dos casos, eram perseguidos e obrigados a trabalhar para os colonizadores. Não é significativa a participação do negro no extrativismo na Amazônia. A ocupação da Amazônia foi motivada pelo extrativismo, especialmente durante a segunda metade do século XIX, quando ao redor de 400.000 famílias vindas do Nordeste, lá se instalaram, à procura da borracha, cuja demanda crescente, nos Estados Unidos e na Europa, exigia um rápido aumento de produção. Este foi o chamado "ciclo da borracha"


Século XIX: No início do século XIX, no Nordeste da Capitania e depois Província de São Paulo junto à divisa de Minas Gerais, ocorreu a ampliação da produção agrícola, com a diversificação  passavam por um período de desenvolvimento agrícola, porém com produções e mercados diferentes.  A Capitania de São Paulo foi à região do Brasil onde houve as maiores modificações demográficas, ligadas as grandes fazendas com monoculturas voltadas para o mercado externo como as plantations de açúcar nas regiões de Campinas, Jundiaí, Itu e Sorocaba, e as plantations de café no Vale do Paraíba.  Na Capitania de Minas Gerais, com a diminuição das atividades mineradoras, o desenvolvimento agrícola ocorrerá em função dos mercados locais e do aumento de mercados consumidores, como o do Rio de Janeiro com a instalação da Corte. As mercadorias mineiras eram escoadas por caminhos que ligavam as Capitanias, estimulando o povoamento, gerando riquezas e comunicação entre as diferentes regiões. Esse é o caso do Sertão do Rio Pardo, que devido a Estrada dos Goyazez, (caminho que ligava o comércio do centro-sul) teve a sua povoação e dinamização da economia.Em meados do século XIX, o cultivo do algodão já representava uma das atividades tradicionais, concentrando-se a produção nacional no Nordeste do Brasil, e em algumas áreas da Região Norte, onde a planta é nativa. Devido à sua condição de semi-aridez e resistência às secas, o algodão se tornou a principal opção fitotécnica para os nordestinos. A partir do final da década de 1880, e na de 1890, desenvolveu-se, particularmente no Estado de Pernambuco, a produção de óleo de caroço de algodão, em fábricas pequenas e mal equipadas. No Estado de Alagoas, no ano 1888, passou a funcionar uma fábrica de óleo. E, em São Paulo, no Sul do país, foi inaugurada uma grande fábrica, em 1892. Nos últimos anos do século XIX, somente cinco países - União Soviética, Estados Unidos, Índia, China e Egito - produziam 98% do total da produção mundial de algodão.


Século XX: sistema político nordestino assume, a partir do terceiro quartel do século XIX, características muito distintas daquelas que conhecera até então. É que a aristocracia rural nordestina perde a hegemonia que mantinha sobre o sistema político nacional, por cuja implantação tinha sido a maior responsável. A transferência do eixo econômico do país para o Centro Sul, determinada pela perda da posição brasileira no mercado internacional do açúcar e pelo surto cafeeiro no Sul – o produto continuava em valorização ascendente e aumentava cada vez mais sua participação na riqueza nacional, dá início a um lento processo de marginalização política da região. Podemos dizer, portanto, que o quadro mais geral dentro do qual ganham sentido as mudanças políticas na região é o da lenta decomposição de um sistema social fundado sobre o latifúndio, o trabalho escravo e a monocultura de exportação e tendo a família de tipo patriarcal como instituição central; ou, para sermos mais fiéis ao momento histórico que tomamos como ponto de partida, sobre uma estrutura semi-feudal, em que a violência difusa, não centralizada – embora monopolizada por uma classe social –, se constitui no instrumento, por excelência, de distribuição do poder.Para efeitos analíticos, podemos distinguir nesse processo maior de decomposição do sistema social global alguns processos mais restritos. No âmbito do sistema econômico.


Século XXI: O encontro discutiu o desenvolvimento da Região Nordeste e seus programas sociais, a fim de levantar quais desafios ainda devem ser enfrentados e quais os problemas a serem resolvidos. Os governadores da Bahia, Jacques Wagner, de Pernambuco, Eduardo Campos e do Ceará, Cid Gomes, entre outras autoridades do setor público, empresários e estudiosos debaterão essas e outras questões.Falam sobre a integração Nordeste,Sul e Sudeste; Também sobre o mercado do nordeste,que tem grande quantidade de mercadorias,que tornam a ser as reservas;Comentam também os desafios que o Nordeste enfrentou financeiramente e para finalizar o melhor discurso:"O Nordeste constrói seu próprio caminho".